Fim do IMC!

É hora de dizer adeus ao IMC (índice de massa corporal)! Isso mesmo, aquele cálculo que você provavelmente já fez muitas vezes – dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado – deve passar a ser descartado. A proposta de pesquisadores britânicos mostra que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC. Saiba mais!

A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes é mais fácil do que a anterior: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco. Por quê?

A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas, e concluiu que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos. O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância. De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras.

Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência e etnia, também vale para crianças, enquanto a versão infantil do IMC tem uma escala que varia de acordo com a idade.

De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.

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